Declaração APIIDTT 5 de março de 2014

Aos povos de México e do mundo

Ás organizações comunitárias e de direitos humanos.

Aos meios de comunicação

Aos governos municipal, estatal e federal.

Á sociedade em geral.

As acusações do presidente municipal de Juchitán Saúl Vicente Vasques contra a ( Assembleia dos povos do istmo que defendem a terra e o território) Asemblea de los Pueblos Del Istmo en Defensa de la Tierra e del Território, formam parte de la escalada de criminalização que o governo mexicano está realizando contra os movimentos indígenas que defendemos a nossa terra, território e autonomia.

A polícia comunitária da nossa comunidade foi nomeada por a assembleia comunitária, as suas armas são as fisgas, a razão, a justiça comunitária e uma assembleia comunitária solida e reflexiva. Cada dia que passa, na sua vida quotidiana lhes é proporcionado conhecimentos ancestrais, com respeito á sua vida e aos rituais, colocando os saberes indígenas ao mesmo nível que os conhecimentos que trouxeram os europeus ha mais de 500 anos.

Neste momento o poderoso consorcio Mareña Renovables, junto com o governo, acusa-nos de ser os inimigos do progresso e do desenvolvimento e lançou uma campanha de ameaças de morte e feroz perseguição contras companheirxs nossxs. A ofensiva das empresas transnacionais e o estado mexicano que hoje é encabeçado por os coceistas*, que têm força política na nossa região. Hector Sanchez López, Alberto Reyna Figueroa, Roberto López Rosado, Leopoldo de Gyves de la Cruz, Mariano Santana López e Gloria Sánchez López, através de Sául Vicente Vásquez, presidente municipal de Juchitán. Qué melhor aliado para o estado mexicano que estes supostos dirigentes de esquerda?

A acusação de que existe um grupo armado na nossa comunidade autónoma, leva a intenção de desatar uma feroz repressão contra o nosso movimento de autonomia e de defesa territorial. A vida na comunidade continua sem nenhuma alteração, o governo comunitário segue trabalhando arduamente, reconstruindo a vida comunitária assim como a polícia comunitária.

Saúl Vicente num comunicado emitido ontem, 4 de março, difama a nossa assembleia e manipula informação declarando que somos: “um grupo de pessoas armadas, de não mais de 70 integrantes que se querem manter como “assembleia comunitária”, e estão demonstrando com as suas agressões, a sua vocação antidemocrática e violenta e não precisamente de defensores dos direitos humanos.” E seguiu com este discurso: “ solicito garantias e proteção ás autoridades estatais e federais e de direitos humanos para: o novo agente municipal, dois integrantes da agencia municipal e para a minha própria pessoa por as acusações e ameaças que proferidas por este grupo de pessoas armadas que estão contra nos.” DECLARA MENTINDO, o presidente municipal de Juchitán.

Por isto encontramo-nos em alerta frente á ideia de que se execute esta ameaça e enviem á nossa comunidade, a polícia federal e a marina armada, por isso fazemos este chamado: Ao movimento social que não permita mais uma agressão contra os povos indígenas.

Anexamos fotos da comunidade para deixar manifesto que a vida na comunidade continua de maneira quotidiana, com assembleia permanente. E a tensão que existe é gerada por a ameaça da entrada da polícia publica.

A TERRA, O MAR, O VENTO NAO SE VENDEM SE AMAM E SE DEFENDEM!


ASAMBLEA DE PUEBLOS INDÍGENAS DEL ISTMO EN DEFENSA DE LA TIERRA Y
EL TERRITORIO.

5 DE MARZO DE 2014, UN DÍA EN ÁLVARO OBREGÓN

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