DENUNCIAMOS AS AGRESSÕES E PERSEGUIÇÃO CONTRA OS MEMBROS DA ASSEMBLEIA DE POVOS INDÍGENAS DO ISTMO EM DEFESA DA TERRA E DO TERRITÓRIO (APIIDTT).

Juchitán de Zaragoza, Istmo de Tehuantepec, em 14 de março de 2014.

À mídia
Às organizações sociais
Aos organismos de direitos humanos
Aos povos indígenas
À opinião pública nacional

DENUNCIAMOS AS AGRESSÕES E PERSEGUIÇÃO CONTRA OS MEMBROS DA ASSEMBLEIA DE POVOS INDÍGENAS DO ISTMO EM DEFESA DA TERRA E DO TERRITÓRIO (APIIDTT).

Na segunda-feira, 10 de março, cerca de cinco horas da tarde, atearam fogo no rancho do companheiro Odelio López Vicente, agente comunitário nomeado pela Assembleia Geral Gui’xhi’ro (Álvaro Obregón). Tentaram apagar o fogo, mas este consumiu totalmente duas cabanas feitas de palha e que funcionavam como depósito onde o companheiro armazenava milho, sorgo, além de ferramentas de trabalho, redes e documentos pessoais. Também, em 7 de março, foi roubada uma bomba de gasolina do rancho do companheiro Pedro López Orozco, porta-voz da Assembleia da Comunidade de Álvaro Obregón. Essas ações fazem parte do assédio que um grupo de operadores da prefeitura municipal de Juchitán estão fazendo para causar um clima de tensão e hostilidade com as autoridades comunitárias.

O companheiro Filiberto Vicente Aquino, que há três anos está sujeito a um processo jurídico por furto de energia elétrica, promovido pela Comissão Federal de Eletricidade, teve, na terça-feira (11 de março), por volta de 23h, seu medidor arrancado pela equipe da CFE, de acordo com testemunhas que observaram o fato. Isso é relevante, porque depois de quase um ano e meio que solicitou uma perícia para demonstrar a falsidade da acusação, a poucos dias da realização da perícia, a CFE comete esta ação com a intenção de afetar o processo .

O companheiro Pedro Martinez Guerra, que denunciou ao Ministério Público o despejo pela empresa eólica Gas Natural Fenosa e as ameaças de morte contra ele, agora sofre assédio do administrador municipal de Juchitán de Zaragoza, Miguel Angel Bartolo Ruiz, que o aconselha a reconciliar-se com a empresa e até mesmo abusando de sua autoridade, ameaça de levá-lo à força para a polícia, mesmo sendo uma autoridade civil sem competência nas questões agrárias. Além disso, a empresa Gas Natural Fenosa, ante a omissão e cumplicidade de autoridades locais e estaduais, tentou abrir outro caminho no mesmo terreno, ontem (13 março), e diante da decisão de não deixá-los passar, tememos que recrudesçam as ameaças à família de Ta’ Pedro Martinez e seus companheiros da Assembléia dos Povos Indígenas do Istmo em Defesa da Terra e do Território, assim

EXIGIMOS:
1 . Uma investigação minuciosa das agressões sofridas pelos companheiros Odelio Lopez Vicente e Pedro López Orozco e punição dos culpados.
2 . Que o administrador municipal pare de ameaçar o companheiro Pedro Martinez Guerra e respeite o seu direito de defender a sua terra.
3 . Que a PGJ não seja omissa no caso da denúncia de despejo apresentada pelo camarada Pedro Martínez Guerra.
4 . Que a CFE pare de assediar o companheiro Filiberto Vicente Aquino e todos os companheiros em resistência contra as altas tarifas de energia elétrica. Anexamos fotos do terreno queimado do companheiro Odelio.

ASSEMBLEIA DOS POVOS INDÍGENAS DO ISTMO EM DEFESA DA TERRA E DO TERRITÓRIO.

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