TENTATIVA DE LINCHAMNETO A CAMPONÊS ZAPOTECO NO EJIDO ZAPATA, EM ÁLVARO OBREGÓN

Álvaro Obregón, Juchitán, 26 de março de 2013

TENTATIVA DE LINCHAMNETO A CAMPONÊS ZAPOTECO NO EJIDO ZAPATA, EM ÁLVARO OBREGÓN

Na noite do dia 22 de março, um grupo de pessoas da COCEI (Coalizão dos Trabalhadores, Camponeses, Estudantes do Istmo lideradas por Saul Vicente e Hector Sanches) do Ejido Emiliano Zapata, na agência de Juchitán, atacou a casa do companheiro Noe Lopez Vazquez, de 64 anos, agricultor e membro do Conselho de Anciãos de Álvaro Obregón, além de invadir seu domicilio e colocar fogo no jardim. A família do companheiro estava dentro da casa durante o ataque, incluindo a sua nora, que está grávida e teve que ser hospitalizada devido o ocorrido. Eles foram capazes de identificar claramente seus agressores Israel López, Leyder Vasquez, Huarino Enrique de la Cruz, Misael López, María López, Margarita López, Sebastiana López Gómez, Leonarda Charis, Antonia López, Estela Jiménez, Tomás Vazquez, Magnolia Luis López, Margarita López Guerra, Eloisa Luis López, Lorena Luis López, Marcelina Ruiz Luis e Roque López Nuñez. Esta última tentou abrir a porta da casa com um bloco de concreto. Ela já tinha sido denunciada anteriormente (Súmula Número 636/CJR-DC-MR/2012) por ataques e ameaças. Antes desses ataques recentes, foi apresentada uma queixa integrada ao expediente 1291/JU/2014.

O companheiro foi um dos membros da comunidade que, há um ano, em fevereiro de 2013, questionou a presença do então candidato (hoje prefeito municipal) Saúl Vicente Vázquez em Álvaro Obregón (http://www.youtube.com/watch?v=AOLQq5Qc8Js&feature=youtu.be), em meio à luta das comunidades huave e zapoteco contra a empresa eólica Mareña Renovables. Ele, junto a outros membros da Assembleia Comunitária, comunicou a Saul Vicente e seus agentes políticos que não seria mais permitida a entrada de nenhum partido político na comunidade, por terem traído a comunidade negociando operações com a empresa Mareña Renovables sem consultá-la. Além disso, o companheiro está sob investigação por uma queixa da CFE, que está integrada no 7º Juizado Federal no distrito de Salina Cruz, em Oaxaca, que mostra como o Estado e seus aliados criminalizam e perseguem os defensores dos direitos humanos.

Denunciamos também que membros da Assembleia Comunitária de Álvaro Obregón estão sendo atacados e perseguidos constantemente pelos agentes políticos do prefeito e da COCEI (que é uma organização clientelista aliada a todos os partidos políticos e as empresas estrangeiras). No mesmo dia, pela manhã, incendiaram os restos da antiga fazenda do general Charis, onde estava localizada a resistência (arquivo 1289/JU/2014) e, à tarde, privaram de liberdade e tentaram linchar 11 companheiros da Polícia Comunitária do ejido Emiliano Zapata.

EXIGIMOS JUSTIÇA PELO ASSÉDIO E A PERSEGUIÇÃO AOS DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS EM DEFESA DO TERRITÓRIO!

A TERRA, O MAR E O VENTO DEVEM SER AMADOS E NÃO VENDIDOS!

ASSEMBLEIA DOS POVOS INDÍGENAS DO ISTMO EM DEFESA DA TERRA E DO TERRITÓRIO

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